Cultura pop


O Leste Europeu tem uma cultura pop rica mas pouco divulgada fora de suas fronteiras. Mesmo com as diferenças entre os países, é possível identificar alguns traços comuns, como a presença de forte influência da estética oriental na música, no design e na produção audiovisual. Em diversos deles, há uma mistura intensa entre televisão e política, com vários apresentadores de programas de auditório sendo também políticos e parlamentares atuantes.
O cinema talvez seja a mais conhecida das manifestações culturais recentes, a partir de cineastas premiados no Ocidente como o sérvio Emir Kusturica, o romeno Radu Mihaileanu e o russo Nikita Mikhalkov, e de filmografias como o cinema russo. Nos anos 1960 e 1970, era bem divulgada também a animação do Leste Europeu, que iniciou técnicas pioneiras em países como a Hungria e a então Tchecoslováquia.
Na música, em vários países predomina uma mescla entre ritmos tradicionais (conhecidos pelo intenso uso da modulação tonal) e estilos modernos/dançantes, como o turbofolk iugoslavo (com Ceca e Lepa Brena) e a chalga búlgara, mais O-Zone e Holograf na Romênia. Na Rússia e em outras antigas repúblicas da URSS, há uma forte cultura de música dance, techno e batidas eletrônicas que lançou nomes como as bandas t.A.T.u., Zemfira, as cantoras Alsu, Ruslana, Polina Gagárina e Mariana Sadovska, o cantor bielorrusso Dmitri Koldun, o cantor russo Dima Bilan e os cantores-mirins Vlad Krutskikh, Ksenia Sitnik e as Gêmeas Tolmatchovî.
É perceptível o crescimento de vários destes países no Festival Eurovision, com colocações expressivas nos últimos anos e quatro vitórias nas ultimas cinco edições.
Também tem estado na moda, dos anos 2000 em diante, uma onda de nostalgia dos regimes socialistas, principalmente por parte das novas gerações que eram muito crianças na época em que vigoravam. Presente principalmente no design gráfico e na publicidade, este movimento restaura símbolos e elementos estéticos do socialismo, como as bandeiras vermelhas, a foice-e-martelo e o Realismo Socialista, com status de retrô ou vintage. Nas repúblicas da ex-Iugoslávia, essa moda é apelidada de iugostalgia.

Características culturais

A maioria (13) dos estados considerados normalmente como integrantes do Leste Europeu têm como língua oficial uma das línguas eslavas. Os 10 estados do Leste Europeu que não têm como língua oficial uma das línguas eslavas são os seguintes: a Estónia e a Hungria (onde se falam línguas urálicas), a Lituânia e a Letónia (onde se falam línguas bálticas), a Moldávia e a Roménia (onde se falam línguas românicas), a Albânia, a Arménia, a Geórgia e o Azerbaijão.
Apenas quatro países do Leste Europeu (Rússia, Ucrânia, Bielorrússia e Bulgária) utilizam exclusivamente alfabeto cirílico. Outros quatro (Sérvia, República da Macedónia, Bósnia e Herzegovina e Montenegro) utilizam dois alfabetos - cirílico e latino - concomitantemente. Já a Geórgia e a Arménia criaram os seus próprios alfabetos. Todos os outros utlizam exclusivamente alfabeto latino.
No Leste Europeu existe uma grande heterogeneidade religiosa. O Catolicismo é religião predominante na Polónia, República Checa, Eslováquia, Hungria, Eslovénia, Croácia e Lituânia. O Cristianismo ortodoxo predomina na Rússia, Bielorrússia, Ucrânia, Moldávia, Roménia, Bulgária, Sérvia, Montenegro, República da Macedónia e Geórgia. O Protestantismo predomina na Estónia e Letónia. Já o Islão predomina na Bósnia e Herzegovina, Albânia e Azerbaijão.

Características físicas

O Leste Europeu apresenta relevo mais acidentado que a média da Europa Ocidental, incluindo diversas cadeias montanhosas, cordilheiras e serras, como os Cárpatos e os Urais. O clima é predominantemente continental temperado e, no verão, as temperaturas podem oscilar de 24°C a 35°C. Os invernos, contudo, são severos, com neve e freqüentes temperaturas abaixo do 0°C. A vegetação, mais densa e menos devastada, é rica em florestas de pinheiros (beneficiando a indústria madeireira na região, a maior da Europa). Além disso, possui um sistema hidrográfico muito amplo, com rios de longa extensão, que deságuam tanto no Mar Negro quanto no Báltico. Entre os maiores, contam-se o Danúbio, o Volga, o Dnieper, o Dniester, o Sava, o Drina e o Don. Na área da antiga União Soviética, o curso natural dos rios foi aproveitado para a construção de grandes canais navegáveis entre eles.

Controvérsias acerca do termo


Alguns habitantes dos países pós-comunistas da Europa Central bem como dos países bálticos consideram frequentemente o termo Leste Europeu utilizado em relação aos países deles como pejorativo do ponto de vista cultural (o que tem muito a ver com o facto de este termo ter sido definido e usado por nacionalistas alemães do sec. XIX e XX em relação a povos localizados a leste da Alemanha em contextos racistas, que tinham como objectivo provar a inferioridade desses povos em relação à cultura germânica), errado do ponto de vista geográfico (grande maioria dos centros geográficos da Europa está localizada naqueles países ou muito perto deles, alguns até a leste deles, nas partes ocidentais da Bielorússia e da Ucrânia) e obsoleto do ponto de visto político - depois do fim da Cortina de Ferro o uso do termo Leste Europeu em relação a todos os países europeus pós-comunistas perdeu qualquer sentido, uma vez que actualmente referir-se-ia aos países tão diferentes como a Eslovénia, uma país desenvolvido, membro da NATO, União Europeia e com o PNB per capita maior do que o de alguns países da Europa Ocidental, e o Azerbeijão, um país em vias de desenvolvimento, sendo o único ponto em comum entre estes países o passado comunista. A insistência em utilizar o termo Leste Europeu da mesma forma que foi utilizado durante a Guerra Fria cria situações absurdas, como a de incluir em grupos diferentes países-irmãos que são a Finlândia e a Estónia, que partilham os mesmos valores, sistema económico, político, religião e têm tradições, línguas e localização geográfica parecidas.

Interpretações

No imaginário comum ocidental bem como na maioria das fontes ocidentais o Leste Europeu é quase sinónimo do termo "países europeus pós-comunistas" (a única diferença é que actualmente já ninguém considera o território da antiga Alemanha Oriental parte do Leste Europeu).
Existem tentativas de transformar o Leste Europeu num termo puramente geográfico, diminuindo ou liquidando por completo a sua conotação histórica. É por isso que algumas fontes incluem no Leste Europeu a Grécia, e também às vezes o Chipre e a parte europeia da Turquia (países que nunca adoptaram o regime comunista).
Uma outra tentativa de acabar com a conotação histórica do termo Leste Europeu foi feita pelas Nações Unidas, que na sua divisão das regiões do mundo excluem do Leste Europeu todos os países que integravam a antiga Jugoslávia e a Albânia (que fazem parte do Sul Europeu) e os países bálticos (que fazem parte do Norte Europeu).
Os habitantes e fontes nos países europeus pós-comunistas utilizam o termo Leste Europeu normalmente apenas em relação a países mais a leste geográfico da Europa, isto é, à Rússia, à Ucrânia, à Bielorússia e à Moldávia. Os países situados a sul da Roménia, da Hungria e da Croácia são designados como os Balcãs, enquanto a Polónia, a República Checa, a Eslováquia, a Hungria, a Eslovénia e, ás vezes, a Croácia são normalmente designados como Europa Central.

Introdução






A divisão entre Europa Oriental ou Europa do Leste e a Europa Ocidental ficou bem visível depois da cisão deste continente entre o bloco socialista e o capitalista, delimitada pela simbólica Cortina de Ferro. No Leste Europeu o idioma mas falado é o eslavo,e a religião na maioria deles é a cristã ortodoxa.Nele a cultura pop é muito rica mas pouco divulgada fora de suas fronteiras,na Rússia há uma forte cultura de musica dance,techno e batidas eletrônicas que lançou bandas como T.A.T.U.,que é muito conhecida aqui. Na educação,o alfabeto mais utilizado é o cirílico,o clima é predominantemente continental temperado e, no verão, as temperaturas podem oscilar de 24°C a 35°C. Os invernos, contudo, são severos, com neve e freqüentes temperaturas abaixo do 0°C.

Comunidade dos Estados Independentes (CEI), é uma organização supranacional envolvendo 11 repúblicas que pertenciam à antiga União Soviética, fundada em 8 de dezembro de 1991. As três repúblicas fundadoras da CEI concordaram num certo número de pontos fundamentais,como por exemplo: cada estado-membro mantinha a sua independência; o antigo rublo soviético é a moeda comum dos estados-membros.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Leste_Europeu
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunidade_dos_Estados_Independentes